Juíza Rita Balmant

Conhecendo

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Foi num telefonema que conheci a Juíza de Paz Rita Cristina Aquino Balmant, uma pessoa que sorri com a voz. Pessoalmente, ela é uma pessoa ainda mais encantadora. Apaixonada pela profissão, ela me contou um pouco de sua trajetória e porque ama promover a legalização de amores verdadeiros.

Por que, diante de tantas coisas que o Direito oferece, virei Juíza de Paz?

Há 5 anos, a juíza Karla (Nassif) precisava de um substituto. Eu não estava advogando no momento e acabei sendo indicada para o cargo. E me apaixonei! Vi o quanto é maravilhoso unir as pessoas que se amam de verdade. No início foi um pouco complicado, por causa do “falar em público”, eu ficava nervosa no momento de falar algo para os noivos. Isso foi passando aos poucos e naturalmente.

Hoje falar para os noivos é algo fantástico! Converso com eles antes do casamento quando temos disponibilidade, principalmente quando o casamento é fora do cartório, porque têm-se mais tempo. Faço isso para conhece-los e pensar em algo exclusivo, que diga respeito à história de amor do casal e algo para a vivência de casados.

Há noivos que são tão apaixonados que é fácil fazer o casamento, a gente consegue ver o amor entre eles, entre seus familiares, é quase palpável! Uma pena que algumas vezes não consiga ver isso, não porque aquele casal não se ame de verdade, mas estão tão dispersos com os detalhes, com o vestido, com a decoração, preocupados com o atraso de alguém…, pelo nervosismo do dia.

O que mais amo é ver os sentimentos. Algumas vezes sou tão envolvida por eles que tem casamentos em que até choro!

Muitos noivos procuram o casamento civil por ser rápido. Alguns preferem realiza-lo no cartório porque querem resolver logo e não há sentimentalismo ou romantismo exagerado, porque são casais mais práticos. Muita gente pensa que casamento civil, ainda mais realizado no cartório, é frio. Só que o casamento civil é mais romântico do que se parece, não é frio; é especial legalizar o amor que se sente por outra pessoa, poder vive-lo publicamente. Procuro deixar os casamentos que realizo bastante pessoais e sensíveis.

Uma pena constatar, nesses meus cinco anos como juíza de paz que menos gente está se casando a cada ano… Talvez por conta da crise… Ou por não reconhecer a importância de legalizar uma união.

Casar, pelos trâmites da lei, é a única forma de mudar o estado civil.

2 Comentários em Juíza Rita Balmant

  1. Francine • EM 4/05/2017

    Preciso de um contato da celebrante Rita…alguém ode me ajudar???

    • Natalia da Costa
      Natalia da Costa • EM 5/05/2017

      Claro Francine! É só ligar para o Cartório do 1.º Ofício de Petrópolis e pedir para falar com a juíza ou com Fátima, a secretária mais próxima a ela. Espero ter ajudado. Abraços