O que é o que é: Noivado

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O que é noivado

Ah, o noivado… Tempo doce em que vamos construindo em nós expectativas sobre a vida a dois, sobre o momento de dizer “aceito”, sobre o vestido… Ele é a primeira etapa da construção do casamento. E tudo começa com o pedido de casamento, momento em que todo um novo universo se abre de uma palavrinha linda: “Sim!”

Tão antigo quanto a família, os rituais que envolvem o casamento existem por questões que vão além do “felizes para sempre”, mas por fatores econômicos, políticos e sociais. Mas principalmente religiosos. Será que existem celebrações religiosas para um noivado? Como deve ser um noivado budista? E no judaísmo?

Neste mês vamos conversar sobre o noivado nas principais manifestações religiosas de Petrópolis!

Noivado e religião

Muito mais presente entre casais que professam uma fé, o noivado recebe a importância de rito de passagem para a construção de uma família, o maior projeto divino para a felicidade humana, como afirmam as religiões cristãs. Nesses casos, o noivado é recheado de momentos importantes para a realização do casamento, como a entrevista com o sacerdote, o curso de noivos, o afastamento da noiva do noivo…

Mesmo para aqueles indivíduos que não professam publicamente uma religião, o noivado é o tempo de construção do novo status civil, porém geralmente cercado com questões mais práticas (como a separação dos papéis) do que com rituais simbólicos como a festa de noivado e o pedido oficial aos pais, o que acaba deixando o tempo de noivado dessas pessoas mais curto.

A obrigatoriedade do noivado

Mas quem quer se casar precisa ficar noiva? Segundo a lei não. Aquele período de um mês em que vocês esperam a certidão de habilitação para o casamento pode ser encarado, na prática, como um noivado? Sim. Aposto que nele vocês estariam fazendo o que qualquer casal que se diz “noivos” fariam: arrumar a casa em que morarão, se vão comemorar o casamento ou não, se vão viajar em lua-de-mel… Não há mudança de status civil quando se fica noivo. Nem a maior parte das religiões obrigam os rituais de noivado.

Por que noivar?

Historicamente, o noivado no Brasil era visto como manifestação pública de que aquele homem se comprometia em conduzir aquela jovem ao matrimônio e com ela formar uma família. Durava entre 1 a 3 anos, aproximadamente e era o tempo necessário para que o homem solidificasse seu patrimônio, a mulher se preparasse para a vida conjugal (incluindo seu enxoval), as famílias se conhecessem e organizassem seus acordos (muitas vezes econômicos) e a sociedade os elevasse ao status de, definitivamente, adultos.

E o amor, gente? Em muitos casos era o que menos preocupava a todos.

A sociedade moderna, num desejo de deixar o indivíduo mais dono de si mesmo e desapegado de tradições das instituições sociais que demonstravam certo poder coercitivo, como a Família, o Estado e a Igreja, buscou abandonar muitos rituais e a ridicularizar os indivíduos que insistissem em cumpri-los. E o noivado começou a ter uma aura de “coisa brega” e dispensável.

Apesar disso, hoje em dia mantivemos muitos simbolismos e rituais, como o homem fazer o pedido, as alianças gravadas, a comemoração pública (ou íntima, mas divulgada publicamente nas redes sociais) do noivado, mas que ficaram com uma carga mais leve. Principalmente depois que casar deixou de ser, na maior parte do país e principalmente para as classes mais baixas, mecanismo de ascensão social.

A mulher hoje não precisa mais ser noiva para ser vista como digna de respeito, como alguém que “venceu na vida”. Mas como é bom ter um anel no dedo anelar da mão direta, gravado com o nome de quem amamos…

Hoje em dia, noivar é mostrar para todo mundo o quanto somos amadas e o quanto amamos uma pessoa, a ponto de dizer para ela “Sim, eu quero passar a minha vida com você!”

            E você, o que pensa sobre o noivado?