Vivian Lahr – M Eventos

Conhecendo

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Vocês vão conhecer hoje um pouco de uma pessoa tão maravilhosa, que é difícil descrever. Sou fã até o fim da vida! E a nossa afinidade começou há 6 anos e foi imediata, tanto que a escolhi como a maestrina do meu casamento. E quando o bicho pegou por causa da decoração, ela direcionou tudo perfeitamente e acabou por descobrir um outro talento. Há 13 anos no mercado, fundou a M Eventos que, em 2016, completa 10 anos de muito sucesso!

O início

O início mesmo foi super sem querer. Deve ter uns 14 anos isso, eu estava acompanhando o Maurício num casamento que ele estava fazendo e esse casamento era ao ar livre. Um pouquinho antes do cortejo de entrada começou a chover e foi aquele caos, todo mundo saiu correndo e eu comecei a organizar as pessoas, um ajudou a enrolar o tapete, um a tirar o aparador, outro foi avisar a noiva para ficar no carro… E eu transportei o casamento do jardim para dentro da casa. As pessoas ficaram meio assustadas e então fui conversar com padrinho, com noivo… Eu fui organizar o casamento, e eu já sabia o que fazer por acompanhar o Maurício, mas não era um serviço comum de ter. O casamento aconteceu e no final os noivos vieram até mim para agradecer a ajuda, senão seria um desastre. E me disseram que eu estava dando bobeira, que eu era boa naquilo e que eu não estava sabendo aproveitar o que eu tinha de bom. Eu falei “Não, eu sou analista de sistemas, não tenho nada a ver com esse mundo, não!” Eles disseram “Nós somos publicitários e temos um olhar bem de mercado e achamos que você tem muito potencial”. Naquele dia fui pra casa com uma “pulguinha atrás da orelha”: “Será mesmo?”

Depois da chuva

Então comecei a pesquisar o mercado. Descobri que já tinham duas empresas em Petrópolis e que isso realmente era um mercado que existia. Aí fui para o Rio fazer curso de produção de eventos e comecei a vender o negócio. Mas era muito engraçado do início porque eu só vendia para quem era cliente do Maurício; o cliente vinha conversar com ele e quando tinha uma abertura ele perguntava “Você já tem cerimonial?” E perguntavam “O que é isso?” E aí ele me chamava e eu começava a explicar como eu poderia ajudar na organização do casamento. O 1.º casamento que eu fechei cobrando foi em 2003 e cobrei R$ 100 para ajudar a noiva na entrada da cerimônia. Depois duas amigas dela me ligaram para o casamento delas e o negócio começou. Só que eu mantive ainda a minha vida de analista de sistemas, descia para o Rio todo dia…, chegava no final do dia e ouvia os recados da secretária eletrônica, fazia orçamentos, ligava para uma noiva ou outra… Até chamei uma amiga para trabalhar comigo porque o outro casamento que fechei era maior para eu ir sozinha. Fiquei uns 3 anos trabalhando dessa forma, mas eu sentia muita necessidade de ter mais tempo porque eu queria fazer mais reuniões com as noivas, queria poder dar mais orçamentos, pegar mais noivas… Foi ficando muito sério. Até mesmo porque o cerimonial fica com a responsabilidade do sucesso do evento; é um dia único, extremamente caro e a pessoa fica meses preparando, às vezes mais de 1 ano, e isso tudo pesou muito. Depois desses 3 anos eu tomei uma decisão: ou eu ia parar de trabalhar com isso e ia manter minha vida de analista ou ia formalizar a empresa, contratar secretária… Aí eu caí no Sebrae para entender o que era abrir uma empresa, fiz um curso chamado Empretec e, caramba, depois que você faz o Empretec não consegue ser uma pessoa comum: eu tinha que abrir a minha empresa! Aí abri a M Eventos. Tentei ainda conciliar com meu trabalho no Rio e contratei uma funcionária. Só consegui fazer isso por 1 ano! Então há 9 ano eu me “aposentei” da informática e me dedico exclusivamente para a M Eventos, que este ano completa 10 anos de existência.

De lá para cá entrei de cabeça e abri o leque de atendimento, porque comecei com casamentos mas logo depois peguei formaturas, hoje a gente faz até eventos empresariais. O que me ajudou muito a isso, na verdade, foi sim o que eu vi na área da informática: eu trabalhava com processos, bancos de dados, organização da informação e documentação; e eu sou uma pessoa um tanto quanto organizada (rs), virginiana e muito metódica, tipo a coisa tem que estar certa, tem que estar do jeito que a pessoa que me contratou acha certo. E isso faz com que eu consiga entregar exatamente aquilo ao qual eu fui contratada. Tenho muita preocupação com isso e, se eu entro, entro de cabeça para fazer bem feito. Acho que isso é que faz com que essa caminhada de 10 anos tenha sucesso e hoje eu tenho certeza de que tomei a decisão certa, que eu sou super feliz com o que eu decidi fazer e o feedback que recebo – desde o 1.º casamento até hoje – é a minha impulsão para continuar a fazer isso.

O nome

Então, por quê o nome? Quando eu resolvi abrir a empresa procurei uma pessoa para fazer o cartãozinho de visitas. “Qual o nome?” e eu disse, “Ah, sei lá Vívian…, Maurício…, Maurício e Vívian…”, porque na minha cabeça, já que o Maurício que me pôs nessa, tinha que ter o nome dele. Mas eu pensava, ter o nome da pessoa é ruim… “Então faz assim, M e V eventos”, disse para o rapaz. “Mas não fica esquisito: emeevêeventos? Redundante, né? Vou criar uma logo com as letras para ver se você gosta” Então ele estilizou um “M” com um “V” dentro, sobreposto. “Então, porque você não chama de M Eventos e o teu logo mostra o M e o V?” Então ficou M Eventos.

Decoração

Eu tenho hoje que tomar muito cuidado para dizer que sou decoradora, porque eu não sou. Não fiz curso de arquitetura ou design de interiores. O que eu tenho é conhecimento, a expertise desses 13 anos vivendo casamento, vendo “n” estilos, tendo o conhecimento de profissionais que atuam como decoradores. O que eu vendo é uma assessoria voltada para a área de decoração. E decoração é um assunto super abrangente, não é um único serviço; é o serviço de flores, locação de móveis, de materiais, tapetes, tecidos, velas… É tudo aquilo que você consegue enxergar dentro de um ambiente. A minha assessoria é para aquela cliente que adoraria meter a mão na massa mas não dá, porque ela é a noiva. Só que ela quer que tudo seja do jeitinho dela, com o material que ela confeccionou… Eu tenho uma noiva de outubro que fez todos os porta-guardanapos, sousplats, forminhas, toalhas, caixinhas de lembranças, tudo com o mesmo tecido… É difícil uma noiva dessa conseguir trabalhar com um decorador que vai querer por o estilo dele, porque ela quer estilo dela. Então eu ofereço à noiva executar aquilo que ela sonhou e eu vou ajudar em todos os serviços que envolve a decoração. No fundo eu respondo pela decoração porque estou no dia para receber todos esses profissionais, para montar e desmontar, seguindo o projeto da noiva. Isso foi uma adaptação do meu trabalho, que é focado em atender da melhor forma possível os desejos da minha cliente; a mim não interessa se o orçamento é alto, baixo, se gosta de vermelho ou azul… O que me interessa é que ela tenha o casamento do jeito que sonhou e que caiba no seu bolso. Essa brecha surgiu para a noiva que tem um estilo próprio e que queria fazer a decoração do próprio casamento, sem precisar mudar seu estilo para se adequar ao de um decorador.

Emoção

O que mais gosto de ver no dia do casamento é a emoção e ela precisa da verdade para acontecer. Gosto de ver os noivos felizes por terem aquilo que sonharam. Gosto de ver o brilho no olhar, o sentimento verdadeiro.

Futuro

Eu tenho vontade de continuar atuando no mercado da serra, mesmo que meu público hoje seja 70% de fora da serra, mas eu não procuro expandir para o Rio. Aqui é a minha casa, conheço todos os profissionais, parceiros ou não, conheço as características de cada local, do clima, do terreno, das pessoas…

É engraçado que, logo que abri a empresa, conheci uma pessoa que estava fazendo 10 anos como cerimonial e eu pensei “Meu Deus, 10 anos… Vou demorar muito… Como será que estarei em 10 anos? Vou estar velhinha?” E 10 anos voaram e o que eu sinto é que consegui me consolidar de uma maneira e criar uma imagem que me deixa muito feliz. Se perguntar para um profissional daqui da serra sobre a Vívian da M Eventos muitos vão te responder a mesma ciosa: “Ah, é muito séria! Conversa com ela!” E isso é um orgulho! Quando escolhi trocar tudo na minha vida e ter meu negócio eu o fiz porque tinha certeza do que queria. Não fiz só para ver qual era, porque estava chato… E é muito bom saber hoje que eu estava certa naquele momento quando tomei aquela decisão. Fico muito feliz de estar com 10 anos! Vamos ver se eu consigo completar mais 10! (rs)

239-natalia-e-denis-img_4821 (Vívian cuidando de mim no dia mais incrível da minha vida, e com a Beatriz na barriga)